YOGA, LIBERDADE E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

YOGA, LIBERDADE E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

A liberdade é a essência do ser humano, os textos de Yoga são unânimes nessa afirmação.

Não falo da liberdade que me dá o direito de fazer o que eu quero com o outro. Mas da liberdade que me faz reconhecer o outro como parte de um campo de existência compartilhada. A liberdade da ética e do respeito à toda a existência, à todos os seres.
Essa é a essência humana, essa é a essência do Yoga. Está em mantras que constantemente nos lembram: “Que todos os seres sejam prósperos e felizes.”.

Toda tentativa de dominação começa por tentar retirar a nossa humanidade, aquilo que nos faz livres e nos permite reconhecer a liberdade no outro.
Aceitar qualquer relação de dominação, seja de si mesmo, ou do outro, é abrir mão da humanidade. Desistir de quem você é, esse é o primeiro passo para aceitar a dominação. O segundo é deixar de reconhecer a humanidade no outro.

O Yoga quer você forte o suficiente para aceitar quem você é e assumir a responsabilidade de ser livre.
O Yoga quer você forte o suficiente para se alegrar com a liberdade, a beleza e a humanidade no outro.
O Yoga quer você forte o suficiente para resistir a qualquer tipo de dominação, a partir do reconhecimento da beleza e da liberdade como essência de si mesmo.

À dominação, à violência, à indiferença se responde com arte, com corpo livre, com dança, com mantra, com a força da delicadeza e com a solidariedade com quem sofre.
Ou seja, com aquilo que tem sido um pouco esquecido atualmente: com humanidade.

Sendo um veículo de humanização, o Yoga é uma poderosa ferramenta de transformação social.
Nesse sentido, o Yoga é, sempre foi e sempre será resistência.
Tales Nunes